Dieta e fitness em 1950

Blog do Baú Víntage

Dieta e fitness em 1950

A silhueta curvilínea que exaltava feminilidade na década de 1950 tinha em ícones como Marilyn Monroe, Betty Grable, Brigitte Bardot e Jayne Mansfield seus símbolos máximos, influenciando a moda e o comportamento de uma geração. Mas qual seria o segredo da beleza feminina daquele período?

O advento da televisão e, posteriormente, a internet, vêm tornando as mulheres deste tempo menos ativas no cotidiano e convívio social. Devido a praticidade e agitação características do século XXI, a mulher pouco tempo dedica a rituais de beleza e cuidados consigo mesma. Assim, as mulheres deste século adquiriram gorduras indesejadas que, nos anos 2000, deixaram-se entrever com as calças Saint-Tropez e a ascensão do elastano nas roupas. Algumas batalham pela aceitação de seus corpos pela sociedade, enquanto outras ainda submetem-se a sofrimentos físicos e interiores por não estarem encaixadas no “modelo ideal” da mulher magérrima presente nos catálogos da Victoria’s Secret.

É certo que a mulher da primeira metade do século XX se preocupava menos com as futilidades dos nossos dias, e tornava suas belezas mais longevas e duradouras. Há de se considerar fatores históricos que contribuíram para este estilo de vida: durante a Segunda Guerra Mundial, matérias-primas, tecidos e alimentos foram racionados. Desta forma, as pessoas eram forçadas a comer menos, o que as tornava magras e, consequentemente, o maior consumo de frutas e vegetais diminuiu os índices de doenças cardiovasculares.

Até a década de 1960, mercados não eram comuns a cada esquina: as donas de casa eram inventivas e criativas na cozinha. Diferentemente dos alimentos transgênicos e gordurosos que consumimos nos dias de hoje, as donas de casa plantavam hortas e consumiam os alimentos que colhiam. Carboidratos - torrada integral, bolacha de água e sal, pão francês, arroz, feijão - e proteínas como carne eram indispensáveis no menu diário. Vinho? Somente em raras ocasiões. Bebidas alcoólicas eram produtos caros, e os bares restringiam as vendas de acordo com horários específicos.

Em 1936, o preparador físico Jack LaLanne desenvolveu as primeiras máquinas de polia. Abriu sua academia de ginástica na Califórnia, mas seu método de exercícios não foi reconhecido até a década de 1950, quando inciou seu programa de televisão "The Jack LaLanne Show", tornando-se sensação nos EUA. LaLanne é considerado o “pai do fitness”.

As mulheres queimavam até 1000 calorias em um só dia, realizando apenas as suas tarefas cotidianas. As que conquistaram maior independência exerciam atividades remuneradas fora de casa. Sem carro, televisão, celular ou lojas online, as donas de casa caminhavam para fazer compras, e dentre as atividades de lazer estavam a prática de esportes e dança. 

No Brasil, Tônia Carrero encantou ao esbanjar boa forma na comédia romântica “É Proibido Beijar”, de 1954. A atriz (graduada em Educação Física) interpreta a personagem June e, no filme, revela como mantém a silhueta: “Tênis, patinação, muito passeio a pé, muita ginástica pela manhã, corrida, automobilismo, patinação, alpinismo três vezes ao ano, basquetebol, jiu-jitsu...”

Rafaella Britto...